A Educação a Distância (EAD) começa com os cursos por correspondências, no início do século XIX, mas a sua ruptura ocorreu em 1995 com o avanço da Internet. No Brasil, ela surge oficialmente, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996), sendo normatizada pelo Decreto 2.494 (de 10 de fevereiro de 1998), pelo Decreto 2.561 (de 27 de abril de 1998) e pela Portaria Ministerial 301 (de 7 de abril de 1998).
Após séculos de existência e mais de 15 (quinze) anos de legalização no Brasil, hoje ainda existe um preconceito da sociedade em relação a EAD. Acredito que esta visão é mais forte pela falta de informação e conhecimento desta modalidade de ensino, pois antes de realmente conhecer esta didática ficava insegura quanto a sua qualidade. Depois que fui buscar informações a respeito do ensino a distância, como funcionava a interação entre aluno e professor, e começar a fazer parte desta realidade consegui me inteirar da seriedade e eficiência na realização de um ensino com qualidade, materiais atualizados, professores capacitados e tecnologia cada vez mais inovadora.
Hoje no Brasil são credenciados cursos superiores a distância nas modalidades sequenciais, tecnológicas, graduação e pós-graduação. Pesquisas apontam que mais de 2.600.000 brasileiros fazem parte desta realidade, pessoas que buscam uma qualificação, tem anseio para aprender, aumentar seus conhecimentos e não possuem disponibilidades para frequentarem todos os dias uma sala de aula.
Para finalizar não poderia deixar de mencionar o importantíssimo papel do professor, que além de sábio no palco (sage on the stage), com a EaD ele se transforma em guia do lado (guide on the side). Como afirma Pierre Lévy (1999, p. 171), os professores passam a ser compreendidos como animadores da inteligência coletiva, e sua atividade será fundamentalmente o acompanhamento e a gestão da aprendizagem, com o estímulo à troca de conhecimento e mediação. Nesta troca, conseguimos transmitirmos o conhecimento: por meio do embasamento teórico, com a aplicação de exercícios, aplicação de dinâmica e uma mobilização em sala de aula com o intuito de realizar um movimento de integração entre os alunos, e a troca de experiências práticas vivenciadas no dia a dia de cada um, promovendo uma melhor absorção do conteúdo com a realização de um link do que está sendo passado com o seu cotidiano.